sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Is there anybody in there?

São 19:24 no horário de verão, o que significa que ainda deveria estar claro. Porém deu no jornal que hoje iria chover horrores, e acho que dessa vez eles acabaram acertando. O céu escureceu quase totalmente em cinco minutos, o vento aumentou fazendo farfalhar o toldo rasgado da minha sacada. Enquanto percebia tudo isso conversava com um amigo sobre o enem, e cheguei a conclusão de que isso poderia ser um aviso dos deuses a mim, do tipo: VOCÊ TÁ PERDIDA! É... o fim do ano está ai, junto com suas milhares de provações que o aluno tem que prestar, para provar se realmente aproveitou bem ou nao o período escolar. Catracas, metodologias desfuncionais, e um pouco de alcatraz em cada centro de aprendizagem em massa pelo mundo.

 Agora aos motivos:
Resolvi ressucitar este blog pelo fato de que descobri que minha escrita é mutante. Ela depende do meu estado de espírito: As vezes é crônica, as vezes poética, as vezes não suporto digitar e ponho tudo no papel, as vezes uso a máquina de escrever, as vezes escrevo cartas, as vezes só assino a lista de presença. No geral decidi que aqui haverá um amontoado de coisas que leio, assisto, visto, observo, vivo. E não apagarei posts antigos pois sei da importância deles, e que acima de tudo são palavras com certo teor de sentimento e racionalidade, não dá pra abandonar assim a si mesmo.Será uma grande resenha de partes isoladas da minha vida que se encaixam bem.
Não vou utilizar das formalidades convencionais de apresentação, deixo no ar meu nome (Monique). E o resto vem com o tempo. Afinal, não trabalho com números, o tempo passa e você nem sente se realmente está gostando.

Hoje, por ser o primeiro post dos novos, comentarei sobre um filme que assisti outro dia,o nome é: O ataque dos tomates assassinos. É de 1978, e o diretor é John de Bello. O filme foi produzido na época em que a popularidade de hollywood estava em alta, e os diretores achavam que os filmes de terror produzidos até então eram o top. Sendo assim, esse foi um dos vários filmes que surgiram como "sátiras", dos até então terrores da época (que agora são colocados como "trash" ou "horror trash").

 É basicamente um terror com muita comédia e pitadas musicais. Pode ser levado por isso, como um filme inteligente e absurdo ao mesmo tempo, agradando ao público que curte.
O que se passa é o seguinte: Os pequenos e inocentes tomates que as pessoas costumavam colocar em suas saladas começaram a realizar uma série de assassinatos. Sim, tomates de verdade. O número de vítimas dos tomates só aumenta e eles parecem ser impossíveis de parar, quando o governo resolve juntar uma equipe -em sigilo- para tentar resolver a situação. Para isso foram selecionados alguns agentes que estavam a disposição no momento: um especialista em disfarces, uma medalhada olímpica de natação, um especialista em missões subaquáticas e um homem de acção, que parece ter tudo na sua mochila.
 Daí a história se desenrola, com muito sangue e suco de tomate.
É uma boa dica para quem quer ficar em casa no fim de semana, com um baldão de pipoca e seus óculos grandes de grau.

2 comentários:

  1. A introdução, que cita o filme "Os pássaros" do Hitchcok e sutilmente profetiza um ataque real de tomates foi uma idéia hilária : 'Ninguém está rindo agora...'

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